Health Care

Tomando providências: hospitais combatem a resistência antimicrobiana na América Latina

O projeto ECHO está trabalhando para promover um uso mais seguro e sustentável de antibióticos na América Latina com a TEACH PROA.
Dr. Ortega and his colleagues pose for the camera.

A resistência antimicrobiana na América Latina é uma ameaça crescente à saúde pública, alimentada pelo uso indevido generalizado de antibióticos e pelas condições sanitárias inadequadas nos hospitais.

Em 2024, o Projeto ECHO e a Pfizer se uniram para lançar um programa ECHO, chamado TEACH PROA*, com o objetivo de promover o uso mais seguro e sustentável de antibióticos em países de baixa e média renda por meio do compartilhamento de conhecimentos e melhores práticas.

Este ano, o programa** avançou para o próximo nível, passando do compartilhamento de conhecimento para a implementação no mundo real. Na América Latina, 22 hospitais aplicaram o que aprenderam por meio de planos de ação personalizados e in loco.

“Passamos do compartilhamento geral de conhecimentos para a implementação prática em cada centro”, afirma Rodolfo Quirós, coordenador do programa TEACH PROA. “Primeiro, divulgar as melhores práticas e, depois, ajudar cada equipe a colocá-las em prática em seu próprio hospital”.

Uma mudança cultural que leva a um melhor atendimento ao paciente

No Equador, essa mudança já produziu resultados mensuráveis. No Hospital Geral Riobamba IESS, a equipe identificou as culturas de sangue contaminadas como seu problema crítico, uma situação que pode atrasar o tratamento e colocar os pacientes em risco.

Dr. Héctor Ortega
Antes de nos juntarmos ao ECHO, a taxa de contaminação do nosso laboratório era de 9%, três vezes superior ao padrão aceito. Hoje, reduzimos para 2%, graças ao treinamento e ao apoio contínuo que recebemos para criar sistemas melhores.”
Dr. Héctor Ortega
Líder do Programa de Otimização do Uso de Antimicrobianos no Hospital Geral Riobamba IESS

O hospital introduziu kits de hemocultura padronizados, treinou o pessoal de todos os departamentos e estabeleceu um sistema de monitoramento. O processo também mudou a forma de trabalhar do hospital: médicos, enfermeiros, farmacêuticos e pessoal de laboratório agora se reúnem regularmente para resolver problemas em conjunto, eliminando barreiras existentes entre áreas há muito tempo.

“Não se trata apenas de obter hemoculturas mais limpas”, afirma Mónica Moreno, microbiologista do hospital. “Trata-se de mudar a forma como trabalhamos juntos para melhorar o atendimento ao paciente”.

Além de reduzir a contaminação, a equipe está observando benefícios mais amplos. “Este programa ajudou a reduzir as infecções no local da cirurgia e aumentou a conscientização em todo o hospital”, afirma Elisa Curay, enfermeira da unidade de qualidade e segurança do paciente.

“Por meio do TEACH PROA, aprendemos que cada problema requer persistência, acompanhamento e estratégias claras”, acrescenta a Dra. Sandra Gómez, médica da unidade de qualidade e segurança do paciente. “Ver nossos esforços refletidos em resultados reais, como atingir 98% de adesão à profilaxia antibiótica, não se trata apenas de cumprir uma meta. Trata-se da segurança dos pacientes e de ter a tranquilidade de saber que, quando formos pacientes, receberemos o melhor atendimento possível.”

A equipe do PROA colaborando em estratégias de melhoria da qualidade para fortalecer os esforços de otimização do uso de antimicrobianos no Hospital Geral Riobamba IESS, no Equador. Foto cortesia do Dr. Héctor Ortega

“Os funcionários que nunca tinham ouvido falar em otimização do uso de antimicrobianos agora falam sobre isso, e essa mudança cultural está fazendo uma diferença notável”, afirmou Curay.

Aprendizagem orientada para a ação

Em toda a América Latina, os hospitais estão testando seus próprios projetos de otimização do uso de antimicrobianos, desde o aperfeiçoamento dos protocolos de infecção cirúrgica até a atualização das diretrizes para o uso de antibióticos.

No Hospital Dr. César Milstein, em Buenos Aires, a Dra. Mariquena Ruiz notou um impacto imediato: “Participamos de muitos treinamentos nos quais não aprendemos nada novo ou não conseguimos aplicar o que aprendemos. Desta vez, saí sabendo exatamente o que fazer, e foi o que fizemos”.

Da mesma forma, Malena Rivera, enfermeira da equipe de Riobamba, descobriu que aprender com seus colegas de outros países “revitalizou nosso próprio trabalho”.

Do alcance regional ao impacto local

Ao ajudar as equipes locais a transformar conhecimento em ação, o Modelo ECHO está transformando as práticas hospitalares e criando uma rede de líderes na luta contra a resistência antimicrobiana. O resultado: um uso mais seguro de antibióticos, melhor atendimento ao paciente e uma cultura de colaboração que transcenderá qualquer projeto individual.

Saiba mais sobre os programas de otimização do uso de antimicrobianos do Projeto ECHO ou envie um e-mail para a equipe do programa TEACH PROA na América Latina.   

*TEACH PROA é a sigla para “Programas para Otimizar o Uso de Antimicrobianos”.  

**A fase de implementação do programa é chamada de “ECHO IMPROVE”, que significa “Melhorando os ‘PROAs’ por meio do apoio de especialistas”.  

Legenda da imagem em destaque: A equipe PROA do hospital e os diretores se reúnem para implementar seu plano de ação no local com o TEACH PROA/ECHO IMPROVE. Crédito da foto: Dr. Héctor Ortega

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Media Contact:

Project ECHO Communications Team
projectECHOcomms@salud.unm.edu